Nova espécie Habenaria adamantina
A nova espécie foi batizada de Habenaria adamantina e descrita em estudo publicado no periódico Plant Ecology and Evolution. O gênero Habenaria é um dos maiores entre as espécies de orquídeas terrestres e o mais abundante no Brasil, nota o estudo.
No caso da flor avistada na Serra do Espinhaço, que é lar de
descobertas frequentes, a diferença de outras espécies vem das sépalas laterais
da flor (que, nas orquídeas, são sempre três), patentes, ou seja, abertas e
espalhadas para fora em vez de fechadas, como se lembrassem pequenas asas.
No centro da flor, que é composta por várias abas, além disso,
há estruturas mais alongadas que se destacam, como se fossem línguas. Algumas
das abas são mais curtas, principalmente as que ficam na lateral das pétalas e
do “lábio”, a parte da flor que funciona como plataforma para polinizadores.
Já as partes centrais da orquídea são mais longas e evidentes, o
que cria sensação de profundidade e uma leve assimetria.
A Habenaria adamantina habita
regiões de campo rupestre, ecossistema típico da Serra do Espinhaço, marcado
por solos mais pobres e sol abundante, além de condições climáticas extremas.
A região abriga alguns dos ecossistemas mais biodiversos do
Brasil, de acordo com dados da Embrapa, e é lar de um grande número de
espécies endêmicas (que
só ocorrem ali), como é o caso da nova orquídea.
A flor cresce em solos arenosos e úmidos, geralmente próximos a
cursos d’água e em áreas abertas e ensolaradas, e só foi registrada, até então,
na região do estudo.
Há apenas cerca de 12 indivíduos documentados do gênero
Habenaria nas proximidades de Grão Mogol até agora, distribuídos por uma área
de cerca de 16,9 km², segundo os pesquisadores.
O grau de restrição geográfica da Habenaria adamantina já
permite classificá-la em condição de “em perigo” (EN) na tabela da União
Internacional para a Conservação da Natureza, dedicada a espécies com
distribuição limitada e populações reduzidas, que sofrem risco de extinção na
natureza.
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